Diário de uma viajante - Cap. I

Do que adianta sentir todas essas coisas se você não consegue expressar?
É o que perguntava-se Diana a cada minuto antes de chegar naquela cidade vazia.
As flores eram mortas e sempre se espalhavam por todos os lugares, as pessoas não se preocupavam com suas roupas, mas pareciam ser felizes.
 Diana começou a reparar então que aquele fim de mundo não era tão ruim e então encontrou algo que a chamasse atenção. Dentro do carro não dava para enxergar direito, mas dava perfeitamente para ver aqueles olhos azuis profundos olhando em sua direção, era Adam, um garoto simples e misterioso que por acaso seria seu novo vizinho e acabara de se mudar a duas semana, e ela que pensara que ninguém seria mais louco do que ela para ir morar naquele lugar.
Ao chegar na casa de seu pai a sensação foi de que nunca estivera saido dali, era como se o tempo estivesse voltado e parado no dia que ela tinha saido dali e agora tudo voltou ao ínicio.
Diana subiu para o seu quarto e como de custume começou a escrever em seu blog chamado diário de uma viajante tudo o que ocorreu em seu dia até aquele exato momento, desde a saida de sua cidade até a chegada no quase-fim-de-mundo.
Arrumou as malas, separou sua roupa para o primeiro dia de aula e antes de deitar rezou e pediu a Deus para que todas as suas experiências do verão passado não se repetissem mais. Sentou na cama e ficou observando o sol sumir.


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