Texto da vez ...

A primeira vez
Era dia de domingo e sol já não brilhava mais. Enrolados na cama, ele sentia que deveria ir embora. Com um gosto amargo nos dentes, uma sensação de arrependimento, se sentou na cama, levantou-se bem devagar. Evitando tocar o calcanhar no chão, juntou suas roupas espalhadas pelo apartamento e quase como uma brisa, fechou a porta daquele quarto de hotel. Ela acordou meia hora depois, sua maquiagem dizia que a noite havia sido boa. Mal abriu os olhos e já sentia remorsos do que havia feito. Olhou pro lado e sentiu sua cama vazia, a única coisa que ele havia deixado eram os amarrotados na colcha. Rapidamente se levantou, enrolada no edredom e olhou para fora sobre a grande parede de vidro, que por dentro era transparente e por fora era espelhada. Seus olhos, cheios de lágrimas, tentando procurar o homem a quem havia entregado seu corpo e por alguns instantes, viu em um taxi, seu homem partir. Ela tinha apenas 18 anos, mal sabia o que era amar. Sua primeira transa, e já achava injusto tudo aquilo. Na noite passada ele havia lhe prometido compromissos e lindas declarações de amor, suas promessas ainda rondavam sua cabeça, latejavam como uma dor de cabeça chata que não ia embora. Agora ela já estava traumatizada. Dos seus olhos escorriam lágrimas que caiam sobre o edredom enrolado no chão. Lá estava ela em pé, nua, apoiada na parede de vidro, chorando por algo que ela nunca mais teria de volta, e não estou falando daquele cara.

A primeira coisa que você ganha quando nasce é seu corpo, então não o venda e nem o desperdice, pois as primeiras coisas da vida são únicas!

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